Lesões relacionadas com a tecnologia aumentam ‘dramaticamente’ nos últimos anos
Mais conectados do que nunca, o uso excessivo das novas tecnologias tem trazido consigo novos problemas. Mas muitas das lesões relacionadas com a tecnologia podem ser evitadas, se o senso comum for acionado: colocar o dispositivo de lado de vez em quando.
O crescente uso dos dispositivos eletrónicos, como smarphones, tablets e consolas de jogos, resulta num aumento dramático de lesões nas mãos, pulsos e cotovelos, assim como no pescoço e costas, de acordo com o Instituto Kessler, EUA.
«Estamos mais conectados do que nunca, e toda essa conectividade envolve o uso das nossas mãos», diz Joseph Valenza, diretor de Gestão da Dor do Instituto Kessler de Reabilitação. «O uso excessivo pode levar rapidamente a dormência, dor e perda de função. Vimos um dramático aumento de lesões relacionadas com a tecnologia nos últimos anos. É importante estar ciente dos sintomas destas ‘lesões digitais’ e procurar tratamento antes de surgirem complicações mais graves».
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Em média, os adultos respondem a 40 emails por dia, passam 23 horas por semana a enviar mensagens de texto e jogam mais de 6,5 horas por semana. As crianças são igualmente afetadas por horas de trabalho escolar, mensagens de texto e jogos. Considerando o tempo que as pessoas gastam nesses dispositivos – e a força exercida sobre os dedos e as mãos – não é de surpreender que determinados problemas físicos se desenvolvam.
«A pressão contínua de pressionar nas teclas, tocar num ecrã, ou mesmo segurar um dispositivo pode afetar os nervos, músculos e tendões na mão, pulso, cotovelo e ombro – e qualquer uma destas hipóteses pode provocar as designadas lesões por esforço repetitivo», esclarece Norma Glennon, do Instituto Kessler.
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Estas lesões por esforço repetitivo mais comuns incluem uma inflamação nos tendões que leva a dor e cólicas; inflamação que faz com que o polegar ou outros dedos bloqueiem; inflamação causada por segurar dispositivos por longos períodos de tempo que acarreta dor, cólicas e perda da função da mão e do pulso. Além disso, há ainda o ‘selfie elbow’ ou epicondilite, síndrome do túnel cubital, que produz dor, ardor e dormência na mão, antebraço e cotovelo.
Por fim, o uso excessivo destes dispositivos também pode levar a tendões rompidos e à perda permanente das suas funções, bem como a dores nos ombros e nas costas por estar constantemente a olhar para baixo.
Como líder em medicina física e de reabilitação nos EUA, o Instituto Kessler oferece 10 dicas para ajudar as prevenir lesões nos utilizadores. Em todas as idades. Veja na galeria acima.