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Vitamina D ultrapassa a C nas preferências vitamínicas

Os dias escuros de inverno e a popularidade da vitamina D estão a fazer crescer a procura pela ‘vitamina do sol’, tendo esta ultrapassado a tradicional vitamina C, segundo um estudo da consultora Mintel. E a popularidade vai continuar a crescer nos próximos anos, não só na procura destas, mas também de muitos outros suplementos, à medida que cresce a comunidade vegetariana e vegana.

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A consultora Mintel revela no seu novo estudo que o uso de vitamina D subiu 7 pontos percentuais em 2018, sendo agora usada por 33% das pessoas que tomam vitaminas, minerais e suplementos (VMS), relativamente aos 26% em 2017. Este aumento fez com que ultrapasse a toma de vitamina C no ano que terminou, tornando-se assim no suplemento vitamínico mais popular.

 

Embora o uso tenha aumentado em todos os grupos etários, são as pessoas dos 35-54 anos as principais impulsionadoras, com o uso subindo de 22% em 2017 para 35% em 2018 entre este grupo, segundo os dados apurados no Reino Unido. Saiba como obter vitamina D na galeria acima.

 

Os cinco principais suplementos vitamínicos consumidos são a vitamina D (33%), vitamina C (27%), complexo de vitamina B (15%), vitamina A (12%) e vitamina E (10%). Além disso, mais de metade (56%) das pessoas que tomam suplementos tomam multivitaminas, sendo as mulheres (38%) consideravelmente mais propensas do que os homens (29%) a fazê-lo. Apenas um quarto (26%) de todos os analisados nunca tomaram vitaminas, minerais e suplementos.

 

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Estima-se que as vendas de vitaminas e suplementos tenham atingido mais de 500 milhões de euros milhões em 2018, um aumento de 6% em relação a 2013. Prevê-se que o setor registe um aumento constante nas vendas de valor nos próximos cinco anos, com previsão de crescer 8% até 2023, revela a consultora.

 

«O foco contínuo na saúde, tanto entre os consumidores quanto no debate público, está a levar as pessoas a adotarem uma abordagem mais proativa em relação ao seu bem-estar. Espera-se que o interesse pela saúde seja um dos principais impulsionadores das vendas de vitaminas, minerais e suplementos, enquanto o envelhecimento da população deve continuar impulsionando o crescimento no segmento acima dos 50 anos. A vitamina D provou ser uma estrela no setor, com os seus benefícios para a saúde durante os meses de inverno, continuando a ser um tema popular. Isso, sem dúvida, ajudou a impulsionar o seu uso», comenta Anita Winther, analista de pesquisa da Mintel.

 

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Veganismo cresce e toma de suplementos também

Mas não é só a vitamina D que está a aumentar as suas vendas. O crescimento do veganismo está a fazer aumentar também a venda de suplementos de cálcio e ferro. A toma destes mostrou um aumento impressionante no último ano, revela a Mintel. O uso de cálcio aumentou 9 pontos percentuais (de 20% em 2017 para 29% em 2018) e o ferro aumentou 6 pontos percentuais (de 22% para 28%). O maior aumento para o cálcio foi observado entre os 25-34 anos de idade (acima de 25% para 39%), enquanto que para o ferro a faixa 35-44 anos aumentou a sua ingestão de 22% para 36 %.

 

«A tendência para dietas de redução de carne – incluindo tanto dietas veganas rígidas quanto a abordagem flexitária mais branda – provavelmente está a fazer aumentar o uso de ferro. Com até metade dos consumidores de carne acreditando que a ingestão de carne vermelha deve ser limitada, é provável que as pessoas estejam procurando suplementos para preencher a lacuna de ferro ao reduzirem a quantidade de carne vermelha que comem. O aumento do uso de cálcio também pode estar ligado ao crescente foco em alimentos à base de plantas. Com apenas três em cada dez adultos concordando que alimentos e bebidas fortificados são uma fonte melhor de vitaminas e minerais do que a ingestão de suplementos, os consumidores podem estar a sentir necessidade complementar esses alimentos com um suplemento», conclui Anita.

 

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