Carreira: você é predadora, presa ou parceira?
Apesar de o ser humano estar programado para viver em sociedade e trabalhar em conjunto para fazer as coisas acontecerem, ainda tem tendência para criar bloqueios, causando stress, frustração e conflito desnecessariamente. E para isso basta despoletar um ego...
Uma das 7 técnicas que Amy Carroll utiliza para desenvolver mentalidade de Parceira é “Aceitar a oferta”, e assim o fiz, propus tomar um café de seguida e a ouvir o que me tinha a dizer. Apercebendo-me que, de facto, essa nova perspetiva me abria um leque de possibilidades que ainda não tinha considerado e se transformou num projeto profissional com essa pessoa.
Esta técnica vem do teatro improvisado. Para uma cena avançar, os atores aceitam uns dos outros as suas ideias, sugestões, realidades e convites. Se alguém rejeita a oferta, é como estar a rejeitar a outra pessoa. Em teatro improvisado, bloquear ou rejeitar uma oferta pode matar a cena. Nas relações humanas não aceitar uma oferta pode causar uma quebra na comunicação.
Apesar de o ser humano estar programado para viver em sociedade, trabalhando em conjunto para fazer as coisas acontecer, ainda tem a tendência de fazer este tipo de bloqueios, causando stress, frustração e conflito desnecessariamente.
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Algumas das razões pelas quais fazemos estes bloqueios são porque não nos apercebemos da oferta que está a ser feita, sentimento de desconforto, especialmente quando vem de alguém desconhecido (como aconteceu no meu caso) ou perceção de que ao aceitar poderá vir mais trabalho. Outras vezes é simplesmente porque dizer “não” dá uma sensação de controlo sobre algo ou alguém.
Quantas vezes recusou a oferta de alguém que se ofereceu para ajudá-la em alguma coisa? (em casa e no trabalho). Como sente a sua energia quando não está disposta a receber? (Isto afeta impreterivelmente a sua capacidade de receber a remuneração apropriada pelo seu trabalho, o seu negócio e a relação com os seus clientes).
Estar em modo de aceitar a oferta começa por coisas simples como: aceitar elogios (agradeça e não tente desculpar-se ou dizer que “não é nada”), que alguém carregue algo por si, que lhe façam um favor, que a deixem entrar ou sentar primeiro, ou darem-lhe a palavra para falar primeiro numa reunião, etc.